terça-feira, 10 de março de 2009

Bibliografia

Gonçalo M. Tavares, escritor português, nasceu em 1970.
Edição em 52 países, traduzido em 36 línguas (em curso cerca de 400 traduções).

Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas metragens e objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas, etc.
Em Portugal recebeu vários prémios entre os quais o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com "água, cão, cavalo, cabeça" 2007(Caminho). Prémio Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain com "O Senhor Valéry", Prémio Revelação APE com "Investigações. Novalis"
com "Uma Viagem à Índia"
- Prémio Melhor narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores
- Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors
- GRANDE PRÉMIO ROMANCE E NOVELA da Associação Portuguesa de Autores, 2011
- Prémio Fernando Namora/Casino do Estoril, Melhor Livro Ficção 2011
- Premiado no Portugal Telecom (Brasil, 2011)

- Prémio Fundação Inês de Castro

PRÉMIOS INTERNACIONAIS:
- Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil).
-Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália).
-Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia).

- Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França)
- Grand Prix Littéraire du Web - Culture 2010 (França)
- Finalista do Prix Femina (2010, França)
- Finalista do Prix Médicis (2010, França)
(com "Aprender a Rezar na Era da Técnica")

- Prix Littéraire Européens 2011, "Étudiants Francophones" (França)
(com "O Senhor Kraus e a Política")

com "Jerusalém"
- Nomeado para o Prix Cévennes 2009, Prémio para o melhor romance europeu (França) com "Jerusalém" .

quarta-feira, 5 de março de 2008

1


Livro de poesia que é uma espécie de antologia de oito pequenos livros bem distintos entre si.

«No mundo onde existem peixes e animais sólidos e altos como os grandes mamíferos, onde existem animais, como a borboleta, que parecem papel e não organismo, no mundo onde existem asas de cores diversas e cauda que se eleva ligeiramente para deixar espaço para os excrementos, no mundo onde o inesperado chega mais aos ricos que aos pobres, no mundo em que metade das coisas visíveis são cruéis e a outra metade é delicada por estratégia, no mundo tão vaidoso das suas cidades como da montanha que exibe na fotografia, no mundo soberbo e caridoso na forma como não mija demasiado sobre os que perderam, neste mundo, neste alegre mundo, como ocupará um poeta a sua manhã?»

Excerto de 1, Relógio d’ Água, 2004.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A colher de Samuel Beckett


A colher de Samuel Beckett é um livro composto por três peças de teatro e dois textos (mais teóricos) sobre teatro.

«Um homem sozinho espera. Onde está não há nada, nenhum objecto. Em redor de si estão seis escadas. No topo de cada escada o homem pode fazer uma única acção.
A sua vida está reduzida ao essencial. Fazer algo requer esforço por isso ele esqueceu os actos secundários.
Numa escada escreve. Noutra bebe água. Noutra está o caixote do lixo. Na 4ª um relógio, na 5ª uma mesa com talheres postos. Na sexta nada existe.
O homem espera alguém, mas não consegue esperar parado. Repete acções e rituais e procura o equilíbrio. Mas falta sempre qualquer coisa.
Falta uma colher.»

Excerto de A Colher de Samuel Beckett, Teatro, Campo das Letras, 2003.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Livro da Dança



Livro entre a poesia e o ensaio centrado exclusivamente na dança, nos seus movimentos, nas suas paragens, no que é visível e no que é invisível. Foi o primeiro livro do autor.

«é evidente que podemos explicar. é evidente que podemos concluir. é evidente que podemos curar. é evidente que podemos abrir 1 consultório e dizer: PAGA! é evidente que podemos psicanalizar. é evidente que podemos ter componentes. é evidente que podemos começar pelo início. é evidente que podemos ter emoção e razão e céu em cima e terra por baixo. é evidente que podemos comer e não dar por isso, defecar e não dar por isso, fornicar e fecundar e não dar por isso. é evidente que podemos Regressar. é evidente que podemos enumerar e dar os nomes certos às coisas erradas. é evidente que podemos acertar. é evidente que podemos ter 1 corpo sem falhas excepto a Falha Grande que é MORRER e as outras falhas pequenas que são a dor a doença e a velhice. é evidente que podemos fixar, explicar, concluir, exemplificar, começar, abrir 1 consultório, curar, receber e pagar, estruturar, desenvolver, ter ideias claras e ideias claras, é evidente que podemos pensar, dançar e depois pensar ou então o contrário é evidente, enfim, de novo, insisto, que podemos explicar, mas é melhor não.»

Excerto do Livro da Dança, Assírio Alvim, Novembro 2001.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Breves notas sobre ciência



Breves notas sobre ciência é o primeiro livro da série Enciclopédia. São, como o nome indica, breves notas, breves fragmentos sobre questões como metodologia e objecto da ciência, ligação entre ciência e arte, conceito de prova e argumentação, etc.

«INVESTIGAR (1) Como seria possível caminhar em direcção ao Mistério? Em direcção ao que não sei? Se eu caminho em direcção ao Mistério é porque o Mistério já foi desvendado por mim. Se tal se passasse no circo seria chamado de farsa. Tu já sabes onde esconderam a jóia (foste tu que a escondeste) e agora pedes para te colocarem uma venda nos olhos. Que estás a fazer, perguntam-te. Investigo – respondes.
INVESTIGAR (2) Mas não investigas: divertes-te. Crias dificuldades e conceitos para atrasar a tua chegada. Amanhã chegarás ao esconderijo onde ainda ontem escondeste a resposta.»

Excerto de Breves Notas Sobre Ciência, Relógio D’Água, 2006.

A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil



Este livro é constituído por duas partes completamente distintas, até de um ponto de vista gráfico.

A primeira parte – A Perna esquerda de Paris é a história fragmentada de Maria Bloom e dos seus amores.

A segunda parte – Roland Barthes e Robert Musil apresentada em tabelas literárias, com linhas e colunas, é um texto que está entre o ensaio e os aforismos, partindo de uma reflexão sobre Roland Barthes e Robert Musil. Estes livro pertence à série Bloom Books, série inclassificável que explora as fronteiras entre géneros literários.
«Em Paris Maria Bloom falava delicadamente, noutras cidades dizia rápido o que tinha a dizer e calava-se; era agressiva. Os sítios influenciam o discurso. Toda a fechadura é um sinal de fracasso da humanidade. Maria Bloom por vezes era literária nas extremidades eróticas o que aborrecia os homens. Preferiam que ela fosse erótica nas frases, erótica no alfabeto. Mas existiam ainda outros dias.Não se prende o amor com pregos, ao coração. Daí a fragilidade.»
Excerto de A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil, Relógio d’ Água, 2004.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Biografia

Gonçalo M. Tavares, escritor português, nasceu em 1970.
Edição em 48 países, traduzido em 36 línguas (em curso cerca de 290 traduções)

Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas metragens e objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas, etc.
Em Portugal recebeu vários prémios entre os quais o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com "água, cão, cavalo, cabeça" 2007(Caminho). Prémio Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain com "O Senhor Valéry", Prémio Revelação APE com "Investigações. Novalis"
com "Uma Viagem à Índia"
- Prémio Melhor narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores
- Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors
- GRANDE PRÉMIO ROMANCE E NOVELA da Associação Portuguesa de Autores, 2011
- Prémio Fernando Namora/Casino do Estoril, Melhor Livro Ficção 2011
- Premiado no Portugal Telecom (Brasil, 2011)

- Prémio Fundação Inês de Castro

PRÉMIOS INTERNACIONAIS:
- Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil).
-Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália).
-Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia).

- Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França)
- Grand Prix Littéraire du Web - Culture 2010 (França)
- Finalista do Prix Femina (2010, França)
- Finalista do Prix Médicis (2010, França)
(com "Aprender a Rezar na Era da Técnica")

- Prix Littéraire Européens 2011, "Étudiants Francophones" (França)
(com "O Senhor Kraus e a Política")

com "Jerusalém"
- Nomeado para o Prix Cévennes 2009, Prémio para o melhor romance europeu (França) com "Jerusalém" .